Calendário Biológico-Dinâmico – Calendário Lunar 2021.

porSítio Sapopema

Calendário Biológico-Dinâmico – Calendário Lunar 2021.

CALENDÁRIO BIOLÓGICO-DINÂMICO

Calendário Lunar

Gratidão Mario Barbarioli pelas considerações e pelo calendário!

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CONSIDERAÇÕES PARA INTERPRETAÇÃO DO CALENDÁRIO:

A Agricultura Biológico-Dinâmica, mais conhecida como Biodinâmica foi iniciada em 1924 por Rudolf Steiner numa série de palestras conferidas para agricultores na Áustria.

Esta agricultura leva em consideração a extraordinária força exercida pela Lua em sua passagem pelo Zodíaco durante o ano e também a presença de corpo, alma e espirito do Ser Humano na Agri-cultura. O Zodíaco nada mais é do que o círculo das constelações por onde passam todos os Planetas, o Sol e a Lua.

Essas constelações eram vista na antiguidade como figuras de animais, ex. Leão, seres humanos, ex. Gêmeos e objetos, no caso a Balança ou Libra. São ao todo12 constelções: Virgem, (Balança ?? leia as consideraçoes)=Escorpião, Serpentário, Sagitário, Capricórnio, Aguadeiro ou Aquário, Peixes, Áries, Touro, Gêmeos, Caranguejo ou Câncer e Leão.

A Terra em sua órbita, (linha imaginária por onde passa) ao redor do Sol tem em seu eixo uma inclinação de 23,5˚ (graus) e realiza três movimentos principais:

Rotação, que é o círculo ao redor do Sol em 365 dias completando um ano.

Translação, que é o giro em torno de seu eixo em 24Hs que resulta nos dias e noites e

Precessão dos Equinócios, que é o giro de seu eixo (como um pião ) e esse giro se completa aproximadamente a cada 26.000 anos resultando as Eras, glaciais ou não.

Na Rotação da Terra em torno do Sol percebemos que em Dezembro (dia 22) o Sol está bem alto, (em cima de nossas cabeças). Esse ponto é chamado de Solstício* de Verão no hemisfério sul e de Solstício de Inverno no hemisfério norte, ao contrário, quando o Sol chega ao máximo no hemisfério norte é o Solstício de Verão lá em Junho (dia 21) e de Inverno aqui no hemisfério sul.

Quando inicia a Primavera no norte e outono no sul o Sol está “passando” pela linha do Equador (que divide a Terra nos dois hemisférios) esse ponto é chamado de Equinócio* de Primavera em Março no norte e Equinócio* de Outono no sul, de Primavera no sul em Outubro e Outono no norte.

Há 2.000 anos (inicio da Era cristã), o Equinócio de Primavera no norte acontecia com o Sol na constelação de Áries e no sul na de Balança ou Libra, com o movimento de Precessão esse ponto mudou para Peixes no norte e Virgem no sul, uma defasagem é de mais ou menos um mês atualmente. Naquela época no Solstício de Verão, quando começava o Verão no Hemisfério norte e inverno no hemisfério sul, o Sol se encontrava diante de Caranguejo ou câncer, tanto que conhecemos o Trópico de Câncer. E no nosso verão o Sol estava diante de Capricórnio e temos o Trópico de Capricórnio. Com a Precessão, o Sol atualmente está diante de Gêmeos no norte e de Sagitário no sul, (essa diferença não é mencionada na astrologia) e deveríamos dizer Trópico de Sagitário no hemisfério sul e de Gêmeos no hemisfério norte, mas por razões históricas os estudiosos não o fazem. Como as constelações não são todas iguais, a passagem do Sol diante delas não é igual, alguns dias para umas e mais de um mês para outras. Ex. Virgem em 45 dias e Caranguejo ou cancer em 23 dias.

Nas tradições de muitos Povos Antigos, cada constelação, exerce uma força sobre o Sol, Terra, Lua e os Planetas que corresponde a um elemento. Ex. Virgem, Capricórnio e Touro exercem uma força do elemento Terra. Libra, agora Escorpião (veja explicaçao abaixo) Aguadeiro ou aquário e Gêmeos exercem uma força do elemento Ar, Luz. Sagitário, Áries e Leão exercem uma força do elemento Fogo, Calor, e Serpentário, Peixes e Caranguejo ou câncer uma força de Agua, Umidade.

Assim, cada uma dessas forças age mais forte em uma parte da planta. Ex. força do elemento Terra, tem influência nas raízes, tubérculos e bulbos, a força do elemento Fogo, nos frutos e sementes, a força da Água nas folhas e caules e a força do Ar, nas flores. Então, observando o movimento da Lua diante dessas constelações podemos intensificar com nosso trabalho, presença e tratos culturais, estas forças em nossas roças, pomares, jardins e hortas.

Obs. A mudança da Lua de uma constelação para outra as vezes ocorre durante a noite. Quando acorre durante o dia, espera-se uma hora antes de iniciar a próxima interferência nas partes desejadas das plantas e está marcada no calendario.

A Lua não está sempre na mesma distância da Terra. Algumas vezes está próxima e outras, distante. Este movimento é chamado de Perigeu *a aproximação e Apogeu *o distanciamento. Existem alguns relatos de experimentos feitos levando em conta somente estes movimentos mas ainda não estão completos, cabe a cada um de nós tentar descobrir se realmente eles tem influência no cultivo mas para isso, é preciso conhecer um pouco de Astronomia e estar informado de quando os mesmos ( perigeu/apogeu ) acontecem. Informamos neste calendário apenas como indicação.

Com a inclinação de 23,5˚ (graus) do eixo da Terra em relação ao Equador celeste, isso nos dá as Estações do ano. Se esse eixo estivesse perfeitamente na vertical não teríamos invernos nem verões e veríamos o Sol e a Lua nascendo, passando e se pondo sempre no mesmo lugar. Mas, felizmente isso não é assim. Por causa desta inclinação, no inverno vemos o Sol lá em baixo ou seja, faz um percurso menor que no verão, tanto que os dias são mais curtos, e escurece em torno de 16:00hs e no verão, ao contrário, temos sol e claridade até as 20:00hs. A Lua também faz este movimento e a este damos o nome de Descendente quando ela vai passando cada vez mais baixo pro lado do norte como o Sol no inverno e de Ascendente quando ela vem subindo e passa em cima de nossas cabeças como o Sol no Verão, e ela faz isso todos nos meses do ano. No movimento Descendente, a Lua atua de forma que a seiva das plantas também desça e assim podemos fazer as podas de fruteiras, confecção e transplantes de mudas pois as forças da planta está nas raízes e assim elas se adaptam melhor às mudanças de ambiente e se fixarão melhor ao solo. No Ascendente, a atuação da Lua levando as forças da planta para o alto e é tempo de enxertia pois estas forças estão no caule subindo para os ramos e folhas.

No calendário está como ITM = início do tempo de muda(descendente) e FTM = fim do tempo de muda (ascendente).

Não consideramos as fases da Lua como nova, crescente, cheia e minguante mas estão marcadas a Lua nova e cheia, só como indicação. Às vezes coincide a Lua ascendente com a crescente e descendente com minguante mas nem sempre isso acontece por isso não mencionamos.

A linha imaginária por onde passam o Sol, Planetas e a Lua é chamada de Eclítica. A Lua cruza a eclítica duas vezes por mês e esse ponto é chamado Nódulo. Há indicações que não é recomendável trabalhar na terra nesse dia e nem confeccionar pães, bolos etc, pois as forças lunares estão nulas. Os dias de nódulos estão marcados no calendári.

Quando o Sol estiver em uma determinada constelação e a Lua também, é indicação de que seja um ótimo dia para o trato em plantas com o objetivo de se ter as respectivas forças de influência. Ex. Sol e Lua em um constelação de fogo, é um ótimo dia para frutos e sementes. Sol e Lua em uma constelação de terra, ótimo dia para raízes e bulbos e assim por diante.

Obs: Para quem curte observar, às vezes os planetas distantes como Marte, Júpiter e Saturno estarão em movimento retrógrado isto é, parecerão estar voltando em suas órbitas, mas isto é apenas aparente pois é a diferença de velocidade deles em ralação à da terra.

Obs. Em todas as colheitas e em todas as veriedades de cultivo devem ser feitas PRIORITÁRIAMENTE em uma Lua de Fogo, pois se conservam melhor e por mais tempo.

Solstício – do Latim – Sole – sol

Estitium – estável, parado

Equinócio – do Latim – Equum – igual

Notium – noite – nó

Perigeu – do Grego – Peri – perto, próximo

Geo – terra

Apogeu – do Grego – Aphos – longe, distante

Geo – terra

Obs: início das atividades agrícolas deste calendário: 05:00hs da manhã.

(considerações posteriores)

CONSIDERAÇÕES SOBRE ESTE CALENDÁRIO

A concepção das formas das constelações já faz parte da humanidade desde seus primórdios e o sentimento de que ali existem Forças Cósmicas atuando é tao antiga quanto esta percepção.

A nossa curiosidade nos levou a buscar respostas e tentar conhecer o que está alem do mundo meramente físico e buscar uma compreensão do Todo ao qual pertencemos.

Temos em todas as antigas civilizações os rituais de adoração ou veneração a estas manifestações, seres, objetos, imagens e representações de algo que esta alem do alcance de nossos 5 sentidos, segundo Steiner são 12 os sentidos humanos ou canais de percepção.

Ao longo dos tempos a Humanidade tentou estudar o céu de muitas formas e uma delas foi dividindo o mesmo em 24 partes de 15° (graus) cada uma, perfazendo um total de 360° graus. Como hoje temos o GPS para a terra o mesmo se dá com a abóboda celeste. Esta divisão foi criada apenas com o intuito de estudos astronômicos do ponto de vista estritamente cientifico e se tornaram cada vez mais complexos e todas constelações foram formatadas conforme se desenvolviam esses conhecimentos e são muito diferentes umas das outras. P. ex. A constelação de Mosca no hemisfério sul é muito pequeninha enquanto a de Virgem é enorme e estas formas foram criadas para facilitar estes estudos. Algumas destas formas já eram conhecidas pelos Indus há mais ou menos uns 10 mil anos mas a maioria delas foram criada pelos Árabes e pelos Gregos tanto que seus nomes e de algumas estrelas que fazem parte ainda hoje são os mesmos.

Hoje existem 88 constelações catalogadas que foram sendo criadas conforme a necessidade e o aperfeiçoamento dos instrumentos para observação ao longos dos anos.

Vários foram os povos que estudaram a astronomia como os Indus, Chineses, Persas, Egipcios, Arabes e muitos os astronomos, que criaram varias constelações: Ptolomeu, Hiparco, Galileu, Lacaille e tantos outros.

Lacaille por exemplo em torno de 1753 construiu um observatório na Cidade do Cabo na Africa do Sul para estudar o hemisfério sul pois da Europa não se via as estrelas abaixo do Cruzeiro do sul. Ao todo foram 14 suas criações e ele dividiu a grande constelação de Argo navis (uma criação mitológica dos Gregos que simbolizava o barco do herói Jason e seus amigos em busca do Velo de Ouro = Aries) e criou outras 5 com a mesma, temos então a Popa, a Proa, O mastro, O Timão e a Vela. Ele também afastou o Escorpião e cortou suas puãs colocando ali a libra. Como já mencionado acima, as constelações são representações de Forças dos Elementos (terra, fogo, ar e água) atuantes no planeta Terra como um todo.

Para os conhecedores e usuários do calendário tem-se a referencia que a constelação de Libra tem relação com o elemento Ar, mas Libra foi criada em 1753. Se observarmos com mais atenção um Escorpião em seu ambiente natural, este parece voar quando caminha ou corre e por isso tem uma relação com o elemento Ar.

Antes no lugar de Escorpião havia a constelação de Serpentário = Ofiucus, (que não é considerada no zoodíaco astrologico) e simboliza o dominador da Serpente e neste caso uma Anaconda animal tipico dos rios e que tem relação com o elemento Agua.

Estas considerações são resultado de observações e experiências realizadas por mim nestes últimos 10 anos seguindo uma citação de Steiner em uma de suas palestras no livro – Os Fundamentos da Agricultura biodinâ-mica – que para controlar os roedores ( ratos) nas propriedades os agricultores deveriam fazer a “pimenta” do rato no período astronômico em que Vênus está transitando pela constelação do Escorpião atras do Sol e foi exatamente essa experiencia que realizei e somente em duas ocasiões funcionou. Quando Vênus estava apenas “entrando” na constelação de Escorpião funcionaou e me intrigou o porque não havia funcionado nas outras vezes, então, revendo minhas anotaçoes percebi que Vênus já estava no final de Escorpião nas que não haviam feito nenhum efeito. Então comecei a observar e pesquisar o fato e descobri que Lacaille havia “criado” a constelação de Libra em 1753 com a parte inicial do Escorpião então retomei a experiencia com Vênus ainda transitando pela Libra mas que era na verdade Escorpião e funcionou perfeitamente. Portanto o Calendário biodinâmico a partir de agora constará a constelação de Escorpião no lugar de Libra e do Serpentário em uma parte de Escorpião. A sequencia dos Elementos cósmicos continua tudo como era antes.

Obviamente Steiner não faz referencia ao Serpentário e muito menos a “criação” da Libra mas creio que muitas “dicas” que ele nos deu ainda estão para serem comprovadas.

Certamente a constelação da Libra não deixará de existir por eu não a considerar neste Calendário mas esta não fará mais parte do mesmo.

Sugiro a todos a leitura do livro “Fundamentos da Agricultura Biodinamica de Rudolf Steiner ” e realizarem suas próprias experiências pois tenho certeza que há muito ainda por fazer neste campo.

Assim, acreditamos que todos poderão ter uma chance de observar os resultados de seus manejos conforme este calendário e anotar as mudanças percebidas.

Solicitamos OLHAR, OBSERVAR E VER e que vossa Alma esteja aberta a tais efeitos.

BOM CULTIVO.

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